sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Bala - Sem alvo

O Ministério da Justiça determina que a partir de 1º de janeiro de 2009 quem for pego com arma de fogo sem cadastro regular, será indiciado por crime... a data parace ter influenciado mais que o devido na Praça da Bandeira. O atacante Carlinhos Bala, que não apresentou um desempenho regular na temporada, deixará a Ilha para se reapresentar na Toca da Raposa. A diretoria leonina está abrindo mão do atacante para ficar de mão fechada no pagamento do salário. De acordo com o contrato, vinculado ao Cruzeiro, na temporda de 2009, o ex-camisa 11 do Sport receberia 92 mil reais por mês.

Antes das eleições, uma das prioridades leoninas era a revogação do empréstimo com o clube mineiro. Era o útil e agradável ao atleta, o útil ao time e um pouco desagradável aos cofres do clube. Em meados de dezembro a Raposa das Alterosas já admitia a liberação. Mas, de repente, para o jogador, o tiro não foi no alvo, nem pela culatra, nem por lugar nenhum. Alguma bala perdida estava (está) queimando o jogador nos bastidores, ou pior, Bala devia ser a própria mira.


A "perícia" para descobrir o atirador de elite não é missão impossível. Se voltarmos alguns meses, durante o Campeonato Brasileiro, podemos nos lembrar dos "crimes" de Carlinhos no comportamento e bem-estar coletivo de um time de futebol. Faltando humildade e companheirismo em algumas atitudes, certa vez, ao ser substituido pelo treinador Nelsinho Batista, Bala explodiu e até foi embora antes do término do jogo. Atitudes parecidas se repetiam na Ilha e Nelsinho apenas observava, quem sabe através de uma luneta de espingarda, aguardando o melhor momento para agir. Se havia muita pólvora com Bala, o tiro de misericórdia deve ter saido agora.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Amoroso - cheio de si.

O atacante Amoroso se ofereceu a vestir a camisa do clube que o revelou para o futebol profissional há mais de 14 anos. Em 1994, no time do Guarani, Amoroso chamava e responsabilidade para si. Hoje, fora das quatro linhas, o ídolo bugrino deixa a resposabilidade para o presidente do clube: "Se o presidente aceitar que eu volte, tenho certeza de que levaria cerca de 15 mil torcedores por jogo ao estádio. Eu estaria em casa".
Aos 34 anos, Amoroso, que afirma estar cansado das exigências do futebol profissional e chegou a declarar aposentadoria para outubro deste ano, pretenderia jogar mais que o possível acerto para o Paulistão 09. "Hoje tudo é definido muito mais pelo interesse de empresários. Depois que eu deixei o São Paulo (2005), foi só sacanagem. Não tenho mais paciência para muitas coisas. Sem isso, seria possível jogar profissionalmente por, pelo menos, mais cinco anos".
Além de Guarani e São Paulo, Amoroso jogou pelo Milan, Udinese, Flamengo, Corinthias e Grêmio. O último clube do atleta que "procura novos ares" foi o Aris Salônica, da Grécia.
Às vezes, sobre jogadores que desejam voltar ao clube que o projetou para o futebol, surgem especulações de falso amor ao clube e preocupação exclusiva com o acúmulo dos últimos níqueis para a aposentadoria. O Amor(oso) não é cego, mas tem sentimentos. Se o Guarani não pode pagar um bom salário, paquerar um bom marketing não é traição. Mesmo depois da desilusão (sacanagem, de acordo com o próprio) um mínimo de identificação clubística deve existir para o atleta, que, com certeza, não saiu da lembrança do torcedor bugrino.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Robinho - O "peixe" que era do Peixe

Insatisfeitos com possíveis regalias no Manchester City, companheiros de equipe criticaram tratamento do clube inglês com o meia-atacante Robinho. Na antepenúltima posição do Campeonato Inglês, a crise do Manchester City ficou mais intensa na última rodada com a derrota para o lanterna West Bromwich. Com o fracasso, os atletas do clube inglês declararam ao diário britânico News of the World que o treinador Mark Hughes não determina limites ao jogador brasileiro, que escolhe as partidas que pretende entrar em campo. Robinho não atuou no revés contra o lanterna.
Apesar de ser pivô de tanta insatisfação, recentemente o próprio Robinho não andava (nem pedalava) com satisfação. O atleta trocou a camisa 10 do Real Madrid pela do Manchester City por causa da filosofia linha-dura (...e confusa) do treinador Marcelo Capello. Hoje, o atleta pode estar vivendo o outro extremo. Segundo a imprensa britânica, o treinador Mark Hughes pode diferenciar o tratamento com Robinho por causa da boa relação do jogador com os árabes mandatários do clube. Desta forma, Hughes teria de se contentar em passar a mão na cabeça ao invés de mandar um "pedala, Robinho!".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Fluminense - Cardiologista Horcades abre o coração

O presidente executivo do Fluminense, Roberto Horcades, fez uma declaração apaixonada ao treinador Renê Simões e irresponsável com as jogadoras da seleção feminina de 2004. Com teor platônico, Horcades, médico cardiologista, deu a entender que não conseguia "segurar o coração" e soltou a seguinte: "A minha paixão antiga, que a mulher dele não saiba, é o Renê. Esse namoro existe desde 2004, quando ele foi treinar as meninas lá em Atenas". Além da esposa do treinador, o mandatário tricolor demonstrou mais insatisfação com mulheres na vida de Renê Simões: "Ele (Renê) conseguiu fazer com que as mulheres, com dois neurônios, fossem vice campeãs olímpicas".
Ao falar sobre os "dois neurônios", Horcades conseguiu acender uma questão dialética sobre preconceito sexista. Ao mesmo tempo, o cartola tem o direito de "admirar" quem quiser e o dever de - mesmo se por acaso não gostar - respeitar as mulheres. É bem mais comum e sadio ouvir administradores políticos de clubes ironizarem os rivais tradicionais. Para o mandatário "pó-de-arroz", por exemplo, alfinetar o Flamengo deixaria a cara mais limpa. Mas, Horcades parece ser adepto de outras "alfinetadas"...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santa Cruz - Cobras do Marketing

Assim como uma naja encantada, a cobra coral tenta, mais uma vez, se reerguer na temporada 09. Depois de acumular recordes negativos em todos os setores, o Santa Cruz aposta em um marketing "venenoso" para ofender a má fase dos últimos anos. De acordo com a meta do diretor de marketing, José Nivaldo Brayner, o "bote" coral terá que alcançar 25 mil associados até o início da Série D. Atualmente, são quatro mil associados.
No marketing futebolístico competente, todas as ações que reflitam a imagem do clube devem seguir uma filosofia unâmine e com apelo consistente, verdadeiro. Por exemplo, no ano passado, uma declaração do treinador Zé do Carmo foi, no mínimo, equivocada: "Conquistaremos a tríplice coroa. Seremos campeões do Pernambucano, da Série C e da Copa do Brasil".
Claro, como discurso para a próxima temporada, não seria saudável falar em evitar segunda divisão estadual e disputar sem pretensões a Copa do Brasil e a Série D. Aliado com as possíveis dificuldades que o time terá em campo, o marketing tem o difícil desafio de "encantar" mais que resultados que incomodam a massa coral. Não adianta falar em time em pé de igualdade com os tradicionais rivais e as dificuldades com os lanternas do Pernambucano persistirem. O "target" coral precisa ser criativo e não criar falsas expectativas. O jargão de "futebol é apenas resultado" pode trazer péssimos resultados a médio e longo prazo. O efeito colateral de clube que promete, mas não cumpre é mais venenoso que picada de cobra, desativando laços de confiança entre torcida e cartolas.
A quarta divisão, atualmente, é chão do futebol nacional. Como no truque do tocador de flauta encantada, a "naja coral" precisa subir, mas sem qualquer tipo de ilusão. Na verdade, assim como a naja "artista", a cobra coral está com fome e precisa reaparcer.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sport - Bi na mesma temporada?

Há exatos seis meses, dia dos namorados, o Sport comemorava a conquista da Copa do Brasil 08. Domingo, as jogadoras rubro-negras começam a luta por outra Copa do Brasil 08. Esquecendo uma boa relação de gênero, a disputa contra o Santos não chegará nem perto da emoção apresentada pela torcida rubro-negra que lotou a Ilha e acompanhou a derrota do Timão. Enquantos os marmanjos pararam o Brasil, as guerreiras atletas param poucos espectadores em frente a TV fechada.
Apesar do discreto avanço, é difícil entender porque o futebol feminino no Brasil também não vira uma paixão nacional. Depois de belas apresentações mundo a fora, a seleção de mulheres continua firme, sem o necessário apoio para a profissionalização.
O nome "Marta" ganhou outro significado. Jamais faria uma crítica pelo que a craque alagoana fez, ao contrário, são apenas elogios, mas a exploração midiática sobre a jogadora se tranformou em figura semelhante a "vencedora de Big Brother ou exótica cantora sertaneja".
Voltando às Copas do Brasil, na final masculina, só de comunicadores, eram mais 400. Fica a aposta. Será que no domingo, na Ilha, na final feminina, o número de torcedores será maior que o de comunicadores no jogo contra o Corinthians?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Corinthians - Acreditando em Fenômeno

Depois de chorar por causa do joelho, explicar por causa de travestis e lamentar possível desistência da carreira profissional, Ronaldo Nazário está fechando contrato com o Corinthians. No Parque São Jorge, a devoção é tão grande que falam até em Ronaldo na Copa de 2010. Depois de acumular dinheiro, contusões e gordura, o ex-camisa 9 da seleção nem assinou contrato, mas já encheu o prato do departamento de marketing.
Resta agora acompanhar se a estrela do Parque São Jorge vai unir futebol, além dos holofotes. Simbolicamente, podiamos dizer que os dragões de São Jorge ficaram na gávea... cuspindo fogo pelo sumiço do Fenômeno.