segunda-feira, 9 de março de 2009

Pernambucano 09 - 2ª rodada do returno (equidade de liderança)

Na rodada do Dia Internacional da Mulher, os clubes da capital seguem na equidade de posição na classificação. Sem cavalheirismo, nenhum dos três deu outras equipes irem à frente. Na preparação, a diretoria Timbú abriu o olho e colocou Sergio China, interinamente, na vaga de Fernandes. No Arruda, depois da indigestão diante do Americano, o Tricolor colocou todo apetite para o Campeonato Pernambucano. Na Ilha, o apetite leonino não estava grande, mas papou o Salgueiro sem fazer cara feia.
Destaques
Positivo: Thiago Matias. O zagueiro foi o artilheiro do Arruda. Se fosse o batido roteiro de troca de "espírito" de personagens de filmes, diriamos que "Se Thiago Matias fosse Marcelo Ramos".
Negativo: Carlinhos Bala. Mais uma vez muita atitude, pouco resultado. Pegou a bola, cobrou o penalti e perdeu. Sorte alvirrubra que apenas Bala perdeu, o Náutico não.
Sport 4 x 2 Salgueiro - Apesar de procurar o bom futebol do jogo contra a LDU, no gramado da ILha, o Leão cortou as asas do Carcará. No campeonato, o Salgueiro estava subindo, mas caiu no Sambódromo da Ilha. Em jogo que Durval falha, Paulo Baier joga bem.
Sete 0 x 0 Vitória - Faltou pouco para o Sete acertar os 7,32m de largura. Com mais volume de jogo, os donos da casa chegaram várias vezes à barra do goleiro vitoriense. Próximo à terra do presidente Lula, o goleiro Fernando Henrique nem vibrou, nem lamentou. Pelo menos no futebol, foram posturas diferentes para resultado igual.
Central 1 x 0 Petrolina - Inversão de papeis em Caruaru. A Patativa foi mais agressiva que o recuado Tigre, que tentava apenas "bicar" um pontinho simples. O placar vitorioso mais "light" (1x0) fez o Central ficar centralizado nas tabelas de classificação. O alvi negro agrestino é o sexto dos doze clubes no returno e na classificação geral. Já o Petrolina continua longe da capital. Na classifiação geral, por exemplo, são trinta pontos de diferença para o líder Sport; na BR-232, 734 quilometros.
Santa 2 x 0 Porto - Quem não tem Marcelo Ramos, faz gols com Thiago Matias. Se na quinta passada tudo deu errado, a vitória vai deixando tudo certo para a quarta divisão 09. A vitória foi o comprimido para a dor de cabeça da terceira eliminação seguida na primeira fase da Copa do Brasil. Ainda por cima, vingou, pela metade, a goleada de 4x0 no primeiro turno. Ou seja, se fosse dar o troco, seria pagar em Real a dívida de Dólar.
Ypiranga 1 x 1 Cabense - A Máquina costurava uma vitória, mas nos acrescimos, a peça rasgou. No Limeirão, Lima, zagueiro do Ypiranga, foi a amargura de Santa Cruz do Capibaribe. Cometer penalti aos 46 do segundo é falha que nem o Batman pode consertar. No apagar das luzes, Curinga venceu Geday.
Náutico 1 x 0 Serrano - Três pontos suados e vaiados. Mais uma vez o Timbú jogou mal. Se Schumacher tinha um carrão, "Gilmacher" teve um carrinho, que na última volta alvirrubra, conquistou a vitória. Futebol é resultado, mas o resultado de jogar mal não será sempre a vitória. Por isso, o incômodo nos Aflitos. Abre o olho, Sérgio China!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Santa - Do futebol ao "vale-tudo", não valeu nada a pena.

"Fui agredido e ainda expulso", declarou o treinador Marcio Bittencourt. Mas quem foi "conviado" para assistir a partida deve ter sofrido ainda mais. A torcida que ontem foi ao Arruda acompanhou a terceira eliminação seguida na primeira fase da Copa do Brasil.
Perder de virada é sempre pior. Mas perder uma vaga de virada, de goleada e com cenas patéticas de profissionais que parecem crianças interpretando herói de programa infantil de TV é fato que obriga a conferirmos se realmente o carnaval já acabou.
Acredito que, no primeiro gol do Americano, Hernane estava impedido. Mas pior foi quando o lado racional não impediu a confusão entre Patrício Sousa, quarto árbrito, e Márcio Bittencourt. Todos estão de cabeça inchada. O treinador coral vai ainda mais longe, prestou queixa com nariz inchado e machucado. Que haja uma averiguação eficaz e uma punição correta a(os) culpado(s). Não agir de forma coerente é negativo para quem tenta combater a violência no futebol. Alías, torcida organizada não tem acesso aos gramados!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Pernambucano 09 - 1ª rodada do returno (futebol "quaresmático")

Depois do carnaval, os times pareceram mais comportados. Talvez abrindo um momento de privações, talvez recarregando as baterias depois das festas. Lembrando os extremos carnavalescos, tivemos 3 jogos com 5 gols e na outra metade, apenas 3 gols em 3 jogos. Os times da capital venceram, mas "fantasiados" de apresentar um bom futebol. Parece que apenas o Salgueiro venceu e convenceu. Alías, assim, a nomenclatura Salgueiro ficará bem doce pelo Brasil. No Rio e no Sertão pernambucano.

Destaques

Positivo: Roger Thompson, do Santa Cruz. Com nome de ator americano, deveria atuar contra o Americano.

Negativo: Serrano. Não esboça reação na classificação. Pode cair para a segundona.


Cabense 1 x 4 Náutico - No Cabo, o Náutico não mostrou um futebol de ponta, mas assumiu a parte mais alta da tabela de classificação no início do returno. Depois de tanto reclamar da falta de "carta na manga", a diretoria decidiu colocar Coringa a disposição do elenco de Roberto Fernandes.

Vitória 2 x 3 Sport - Cantando "Vira, vira, vira..." Os dois Leões entraram em campo ainda sentindo os efeitos das festas nas ruas. Duas viradas no "peludo" (leia-se gramado) Carneirão. Mas quem deitou e rolou mesmo foi o mistão rubro-negro. Na briga de Leão, o da Ilha, até deixou o adversário sentir um gostinho de vitória, mas era fantasia. O de Vitória esboçou uma reação no segundo turno, mas por enquanto é apenas alegoria.

Porto 2 x 0 Serrano - Em Caruaru, o Porto começou dando uma patada atômica no Jumento. Quando o animal sertanejo tentava acordar, o Gavião, em lance rápido, deu números finais ao jogo.

Salgueiro 4 x 1 Central - Melhor do Rio, vencendo na chuva. Salgueiro não é escola de samba, mas prolongou o carnaval na cidade. Garantido na Série C, estrear o segundo turno com goleada é sinal de que as coisas podem ir de regular a melhor no restante do campeonato. A Patativa mais uma vez foi abatida pelo Carcará.

Petrolina 0 x 0 Ypiranga - A festa no "Marco Zero" foi o referencial para a cidade mais longe da capital pernambucana com time na primeira divisão. Se a rede balançou, o vento briga com Marcelo Ramos pela artilharia. Jogo fraco e sem gol deve ser como estar gripado em carnaval com chuva.

Santa 1 x 0 Sete - São Pedro caprichou na chuva. Santa Cruz "caprichou" na chuva de gols perdidos. Sem nenhuma santidade, o Sete continua com todos os pecados. Os 12 mil fiéis não ficaram satisfeitos, mas a esperança do milagre permanece. Melhorar no estadual e permanecer na Copa do Brasil.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Minha Sinestesia... Futebol/Carnaval na Visão e Audição.

Lendo o site No pé da Conversa, e ouvindo troças na Rua do Bom Jesus revezarem músicas dos três times mais tradicionais da capital, li:
"Recife, Carnaval de 1975. Ao entrar no Clube Português, na noite da segunda-feira, o presidente Carlos Costa tremeu nas bases quando notou que boa parte da decoração com motivos carnavalescos estava encoberta por enormes bandeiras do Náutico, Santa Cruz e Sport, os três clubes que dividem a preferência dos pernambucanos no futebol.Pendendo dos camarotes situados no primeiro andar, as bandeiras davam um colorido especial à festa, mas ao mesmo tempo deixavam no ar um certo prenúncio de tempestade.Torcedor do Náutico, mais que depressa Carlos Costa conversou com os regentes das duas orquestras contratadas para animar o baile, proibindo a execução de qualquer música que dissesse respeito aos três times. Uma medida, à primeira vista antipática, mas que tinha lá sua razão de ser, conforme recordou certa vez, em entrevista a mim concedida, o então presidente do Português.- Parecia uma praça de guerra, e se não tivesse tomado aquela providência, haveria muitas brigas. Era uma fase em que a torcida do Sport estava impossível, empolgada com a formação do time que passou a ser chamado de Seleção do Nordeste. E as outras torcidas não queriam ficar por baixo, disse Carlos Costa.
O Sport estava entrando no décimo terceiro ano sem comemorar o título de campeão pernambucano e vendo os outros fazerem a festa: Náutico – 1963/64/65/66/67/68, Santa Cruz – 1969/70/71/72/73, e Náutico – 1974. Os torcedores adversários, na gozação, já começavam a chamá-lo de Leão XIII. No máximo, o Leão da Ilha podia se gabar, se é que havia motivo para isso, de ser heptavice, pois durante sete anos seguidos fora vice-campeão. Foi quando o arquiteto Jarbas Guimarães assumiu a presidência do clube, disposto a levá-lo a tirar o pé da lama de qualquer maneira, inclusive, indispondo-se com parte da imprensa, e fazendo valiosas contratações, tendo o centroavante Dario, o Dadá Maravilha como carro-chefe. Náutico e Santa também tinham boas equipes, o que fez a rivalidade recrudescer, mas o objetivo do Sport terminou sendo alcançado.
Foi salutar a providência de Carlos Costa, sem dúvida, uma vez que nas duas noites anteriores o tempo andara esquentando por causa da guerra das torcidas, tudo em função da velha rivalidade entre Náutico e Sport, que vem desde as primeiras regatas no rio Capibaribe, nos primórdios do futebol em Pernambuco, no início do século passado.Houve um momento no domingo em que a orquestra tocou o Come e Dorme, do Náutico, e um torcedor rubro-negro subiu ao palco para exigir a execução do Casá, Casá, que glorifica o Sport. Trata-se de dois frevos-de-rua compostos pelo imbatível Nelson Ferreira, que não torcia por nenhum dos dois, porquanto era tricolor.Até os irmãos Reginaldo, na época conselheiro do Sport, e João de Deus Ribeiro, dirigente do Náutico, que ocupavam camarotes vizinhos, cada qual com o pavilhão do respectivo clube, terminaram se estranhando. Pedro de Paula Barreto, Pedrão, então conselheiro do Náutico e naquele tempo um dos advogados da transportadora da qual Reginaldo e João de Deus eram diretores, e que estava no recinto alvirrubro, lembra um incidente surgido a partir do momento em que alguém rasgou a bandeira rubro-negra:- O pessoal de lá veio tomar satisfação com a turma de cá e começou um bafafá, com muito empurrão, que quase termina em cacete.Foi mais um, entre inúmeros entreveros surgidos naquele Carnaval, no Português. Folião inveterado, Pedrão recorda que dois anos depois da tal proibição imposta por Carlos Costa, as músicas dos times voltaram à cena no mesmo Clube Português do Recife, mas por pouco tempo:- Tocaram o frevo do Náutico, e jogaram um balde de gelo, lá de cima, na orquestra. Na vez do frevo do Sport aconteceu a mesma coisa. Aí o maestro José Menezes desistiu.
Se o baile é num dos três clubes, logicamente só as músicas do dono da festa são tocadas. Aí, torcedor de outro time que por acaso esteja pisando o terreno alheio, respeita. Do contrário, já se sabe o que acontece.A exemplo do Português, o Cabanga Iate Clube e o centenário Clube Internacional do Recife não são de futebol e reúnem gente de todas as tendências. Nos dias atuais já não existe aquele clima beligerante de 1975, quando os ânimos viviam acirrados e os torcedores se exaltavam facilmente. Mas há muita cautela e evita-se entrar na guerra musical futebolística. A música de um é automaticamente vaiada ou mesmo deturpada pelos torcedores adversários. E às vezes o pau come solto. Dessa maneira, o mais prudente é alijá-las do repertório.Tornaram-se famosos os encontros na segunda-feira de carnaval entre os maracatus Timbu Coroado e Leão Coroado, reunindo remadores e torcedores do Náutico e do Sport, respectivamente. O mais das vezes ficava tudo nas chacotas, indo ao máximo a insultos mais ásperos.BURUÇU EM CIMA DA PONTENuma certa ocasião, entretanto, a coisa esquentou. Foi em 1969. O Náutico havia sido hexacampeão pernambucano no ano anterior, decidindo com o Sport e conquistando um título que ainda hoje é festejado em verso, prosa, música e lorota por sua torcida, título que foi perseguido infrutiferamente duas vezes por Santa Cruz (1974) e Sport (2001). Todavia, ambos tiveram que se contentar com o pentacampeonato.
Naquele Carnaval, a turma do Timbu Coroado aproveitou uma charge publicada pelo extinto Diário da Noite, na qual aparecia um leão miando, e levou-a pelas ruas da cidade, como estandarte. Os dois maracatus encontraram-se em plena ponte Duarte Coelho, no centro da cidade, quando alguém do Leão Coroado achou de rasgar a charge. Houve um tremendo buruçu, com gente se engalfinhando e gente correndo para sair da confusão.Timbu Coroado, além de ser o nome do bloco alvirrubro, é um frevo-canção que passou a ter o significado de hino oficial para os torcedores do Náutico. Foi composto entre os anos 1938 e 1940 por um trio de remadores alvirrubros, com o propósito não apenas de enaltecer o Náutico, mas também de mexer com os rubro-negros.O pianista Edvaldo Pessoa, um dos três autores da música, disse-me certa vez:- Compus o Timbu Coroado com Jair Barroso e Samuel (também conhecido como Turco), um carioca que vivia aqui e que remava com a gente. Fizemos a música a toque de caixa, na nossa garagem, que ficava junto de onde é hoje o cinema São Luís. Era de lá que o Timbu Coroado saía. O pessoal decorou logo e saiu cantando. Foi um sucesso. Falamos em acordar cedinho porque remador treina de madrugada.
A letra traz alguma ironia com o casá, casá, grito de guerra da torcida rubro-negra, Vejamos:
O nosso bloco é mesmo infezado (sic)
É o timbu, é o Timbu Coroado
Desde cedinho já está acordado
É o timbu, é o Timbu Coroado
Entre no passo, que esse passo é de amargar
Essa turma é mesmo boa e no frevo quer entrar
Não queira bancar o tatuEu conheço seu jeito, você é timbuEsse negócio de casá, casá, casáÉ conversa pra malucoNinguém quer se amarrarTimbu sabe isso de corCasar pode ser bomNão casar é melhor". Pelo Jornalista Lenivaldo Aragão.
Bom... agora vou lá para a rua. Feliz carnaval para todos! Briquem em paz e usem camisinha!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Santa/Copa do Brasil - Americano quente e indigesto

Que a Copa do Brasil rende muitos lucros - inclusive financeiros - a curto prazo, todos já sabem. Mas nas últimas edições da competição, o Santa Cruz parece esquecido destes detalhes e não está rendendo em campo. Ontem, em Campos dos Goytacazes, no Rio, o time coral acenou um aumento no "prazo de inércia" na Copa do Brasil. Pela atual fase complicada, falar em levantar a taça é um assunto tão distante quanto a distância entre as avenidas Beberibe e Abdias de Carvalho. Mas fazer a alegria de Ulbra-RO e FAST-AM assuta até o próprio Terror do Nordeste.
Me surpreendeu, ontem, a falta de paciência do treinador Márcio Bittencourt. Mesmo que o plano fosse não perder no Rio, mudar tão repentinamente esquema poderia ( e foi) jogar quase tudo por água abaixo. Perder fora de casa por um gol é deixar os prognósticos cambaleantes para a fase seguinte. Mas perder por diferença de dois, sem fazer gol, obriga a tarefa pesada como o Arruda e delicada como a bela grama do estádio.
O Americano surpreendeu no Cariocão 09. Mas o Santa deve pensar em eliminar as várias surpresas que tanto mancham sua história nos últimos anos. Seguidamente, não passar da primeira fase uma vez é ruim; duas é péssimo; três seria algo fora do sério ou de "série".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sport/Libertadores - Matar dois leões para que um sobreviva.

A primeira lição foi em 1988. Diante do Universitário, do Peru, o Sport aprendeu que faltou muito pouco para fazer mais que seis jogos na Libertadores da América. Agora, 21 anos depois, em sua segunda oportunidade na competição clubística mais prestigiada da América, o Sport, no "Grupo da Morte" tenta uma sobrevida em relação à estréia. Pouco conhecido na América e sem favoritismo na chave, o rubro-negro pernambucano tentará abrir novos caminhos, encontrando novas chaves na América.
Ontem, em Quito, não deu para o Periquito! A LDU, atual campeã da América, demonstrou que, literalmente, em casa, os ventos sopram a seu favor. Além disso, o time equatoriano tentará mostrar que Guerón e Bolaños não levantaram "sozinhos" a taça no ano passado. Se no Paulistão o Palmeiras estava "acima de todos" que apareceiam, ontem ficou abaixo do esperado na altitude.
Logo mais, em Santiago, o Sport enfrentará o Colo-Colo. Pontuar no Chile é difícil, mas fundamental. Apenas ganhar todas na Ilha pode não ser suficiente. Em São Paulo, o Verdão deve ser complicado. Em Quito, a LDU deve ser tão complicada que falta ar só de pensar.
Para a fase seguinte, caso a equipe pernambucana conquiste uma vaga, com certeza, enfrentará adversários ainda mais qualificados. Mas em um quesito há melhoria para o time leonino. Forte defensivamente, a equipe comandada por Nelsinho Batista é copeira, identidade que amplia as possibilidade de uma boa campanha (de quartas em diante...) rubro-negra na fase seguinte. Assim, no mata-mata, a esperança de sobrevida leonina ficaria ampliada.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pernambucano 09 - 11ª rodada (final da metade da festa)

Se a conclusão do primeiro turno aumentou as distâncias entre os primeiros colocados, diminuiu em relação aos que fogem da degola. Nas últimas rodadas, algumas equipes que andavam bem "por baixo" começaram a engatinhar uma reação. Assim, Vitória e Petrolina diminuiram para três pontos a distância para o 10º colocado, o Serrano. Na capital, três situações bem distintas. O Sport, passeando, encontrou uma taça de campeão do primeiro turno. E olhe que o Leão passeou pensando na América. Tentando vaga na quarta divisão, ficar em segundo fez os tricolores olhar com bons olhos a colocação conquistada. Cheio de problemas, o Timbú, forte no papel, acabou fazendo um papelão no primeiro turno. Com isso, estão lavando a roupa suja nos Aflitos. Seria conversa para boi dormir ou para Timbú acordar? Veremos o segundo turno... quem sabe se depois das Cinzas, o Pernambucano esquente mais na segunda metade?
Destaques
Positivo: Eduardinho, Jorge Guerra e Fernando Henrique do Vitória. A Vitória do time das Tabocas teve grande parcela deste trio.
Negativo: Serrano. O Jumento nunca mais saiu do lugar. Má fase em Serra Talhada.
Sport 2 x 0 Náutico - Desta vez, no jogo, as reclamações de Roberto Fernandes fariam sentido. Aguado, o Náutico fugiu às características do Clássico das Emoções. Falam, inclusive, que os atletas tentam derrubar o treinador alvirrubro. Caso seja verdade, há um problema também no comandante, já que esta não é a primeira vez que tal comportamente acontece. O Leão não tinha nada a ver e pensando no Colo-Colo, os atletas já sentaram na poltrona do avião rumo ao Chile.
Santa 1 x 1 Vitória - Todos sabem que o Santa não é Call Center, mas precisa de ligações que o ataque funcione. O time coral deu alguns agradáveis e até, segundo os próprios corais, surpreendentes resultados. Mas a estruturação provou ser frágil, bastou Jorge Guerra acertar para o Santa perder a paz em campo. O lanterna do campeonato ainda teve chance de brilhar um pouco mais sob os fortes refletores do Arruda.
Porto 1 x 2 Ypiranga - O Tricolor caruaruense começou bem o campeonato, mas depois da crise, o Porto não funcionou como antes. Ser líder no início e depois dividir a quarta colocação com mais duas equipes é considerada uma crise... pelo menos de desempenho. Caindo pelas tabelas, a Máquina de Costura estava sendo desvalorizada. Melhorou um pouco.
Sete 1 x 1 Central - Em Garanhus, a vida, do jogo, começou aos 35 do segundo tempo. Fábio Silva fez o primeiro e Israel o segundo. Assim com o passar do tempo, mesmo com Careca em campo, a sensação foi de "O tempo passou, quanta diferença no placar, mas o resultado, continuou o mesmo!".
Petrolina 3 x 0 Serrano - Não era a Sociedade Alternativa, mas o Paulo Coelho comemorou a primeira vitória. Não era a Disneylândia, as lamentações de Maicon foram as vibrações de Jackson. Com personalidade, em casa, a Fera Sertaneja pode não assustar crianças, mas quem sabe os próximos adversários?! O Serrano continua descendo a ladeira. Talvez o Jumento esteja deixando a região serrana e vindo brincar carnaval na capital.
Salgueiro 1 x 0 Cabense - Classificado para a Série C do Brasileirão, o Salgueiro lembra o insoso time do Sport no Brasileirão do ano passado - classificado para a Libertadores. Talvez o Salgueiro tenha aprendido muita coisa com as várias partidas entre as equipes no Pernambucano passado. A vitória salgueirense mantém o time no meio da tabela de classificação.