quinta-feira, 4 de junho de 2009

Santa - Trabalhando contra o 1º de Maio

Simbolicamente, o placar de 0 a 0 pode ser associado a um par de olhos bem arregalados. Ontem, a visualização do placar no estádio Paulo Coelho deixou Sérgio China de olhos bem abertos para o setor ofensivo do Santa Cruz. No primeiro amistoso preparativo para a Série D, o treinador coral elogiou o posicionamento da defesa e do aproveitamento de passes, mas ficou na bronca com a falta de objetividade no ataque. "Desde que o Márcio Barros e o Marcelo Ramos saíram a gente precisa de um ou dois atacantes de finalização, que se posicionem melhor ali na frente e façam o papel de pivô. Vamos tentar fazer com que os daqui também tenham essa condição de finalizador", declarou Sérgio China.
Não há muito a se estender. China tem razão. Falta ao elenco um jogador de área. Com a permissão de seis substituições, o Terror do Nordeste atuou com: Gustavo, Tamandaré (Parral), Gonçalves, Leandro Camilo, Marquinhos; Anderson (Fabinho Vitória), Neto Maranhão (Thiago Laranjeira), Alexandre Oliveira (Tomas Anderson); Gobatto (Leandro Bravin); Juninho, Roger (Aleandro).
Fonte: Blog do Torcedor.

Sport - Caixa de surpreso e susto

Era uma vez um time que desempenhava uma boa campanha no campeonato estadual e na Libertadores, tinha um time pelo menos entrosado e bem treinado, mesmo sem uma grande estrela, a expectativa era brilhar no Brasileirão...
Essa Era acabou.
Após ser eliminado da Libertadores, tudo começou a desandar. Mesmo contratando Leão, o Leão pode entrar numa crise de identidade. Em 2009, na Libertadores, o Sport não foi bem mais longe que na campanha de 88, mas deixar a competição nas oitavas de final não seria nem de perto um Maracanazo.
Dilemas à parte, o levantar a cabeça leonino trouxe, na verdade, uma danada deu uma cefaléia. Teve treinador arrumando tempestade, jogador escolhendo jogo, brigas de vaidade e falta d'água para os bombeiros da diretoria.
Para quem não vivia a ebulição do mal tempo nas coxias da Ilha, falar em tantos problemas antes do milagre de São Marcos, parecia mais "pecado de herege".
Hoje, tendo de resolver algum dos vários problemas, o Sport entra na perigosa rota dos clubes que mudam de treinador no decorrer da temporada.
O Fluminense, que no ano passado viveu o momento antes e depois da final contra a LDU, entrou na dança da rotatividade de treinadores e quase muda também a divisão no Brasileirão. O caso do Tricolor Carioca é um exemplo de time bem estruturado que ruiu por conta de um episódio, ou poucos, e teve muita dificuldade de criar uma identidade no decorrer do Brasilierão. Renê Simões até que deu uma de "Analista" e aliviou para o Fluminense não se ver como o Vasco.
Assim, lutando por um episódio, o Sport entra na arriscada linha de reestruturação.
Se perguntassemos a Sílvio Guimarães qual seria o planejmento do Sport no Brasilierão há um mês, uma resposta de classificação para Libertadores não seria nada do outro mundo. Agora, com o início irregular a dúvida de Leão ter um bom desempenho deve incluir vírgulas e reticências... Assim, voltemos aos jargões.
O futebol é jargão. A famosa caixa de surpresa não aparece apenas nas quatro linhas, vez por outra, há uma aparição de caixas no planejamento de um clube.

Copa do Brasil - Semifinal (Aperto até para prognósticos)

Desde os prognósticos das quartas de final da Copa do Brasil, muitos poderiam arriscar uma final entre Internacional e Corinthians. Mas nos dois embates de ontem, no Pacaembú e no Couto Pereira, Vasco e Coritiba, mesmo confirmando a tendência de prognósticos, mostraram que o "achismo" é realmente frágil. Por muito pouco cruzmaltinos e coxas não comemoraram uma vaga na final da Copa do Brasil frente a adversários basntate retranquieros, pelo menos ontem.
Destaques:
Positivo: Coritiba e Vasco, perderam a vaga como equipes batalhadoras.
Negativo, triste, lamentável e revoltante: Final trágico para um torcedor.
Corinthinans x Vasco - Sem vitórias contra o Vasco, o Time de Mano agradeceu a "fraternidade" do regulamento da Copa do Brasil. Ontem, no Pacaembú, os paulistas foram excessivamente defensivos. Voltando de contusão, Ronaldo só não passou despercebido porque aumentou alguns quilos.
Coritiba x Internacional - Por muito pouco, o Coxa não passou uma rasteira no Saci. Diferente de outras exibições nesta temporada, o Colorado ficou quase 90 minutos no campo defensivo. Pressionando o adversário, o Coritiba cantou o gol de Ariel, mas não iludiu o Saci com o canto da sereia.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Copa de 2014 - Da Ilha ao Maraca

Li hoje no blog do diário:
"Todo mundo comemorou a confirmação da candidatura pernambucana à Copa do Mundo de 2014, mas ninguém comentou sobre o número de jogos que a futura arena em São Lourenço da Mata receberá na competição.
Mas esse número já faz parte do projeto pernambucano. A coordenação local tabalha com 5 ou 6 partidas.
A informação foi repassada por Zeca Brandão, chefe do Núcleo Técnico de Operações Urbanas (NTOU) e coordenador do projeto da Cidade da Copa, durante uma entrevista na última semana com o objetivo de produzir a matéria publicada no Diario, no domingo , sobre a candidatura pernambucana.
Segundo a conta, a arena abrigaria 4 partidas na fase de grupos do Mundial e, pelo menos, mais uma nas oitavas de final. A expectativa, porém, é de que Pernambuco também receba um jogo das quartas de final, pois um dos 4 jogos dessa fase deverá ocorrer no Nordeste. Depois disso, a chance de mais algum jogo é nula.
“A final será no Maracanã e São Paulo quer ir pelo menos até a semifinal. O Mineirão também é um candidato forte para as últimas fases. Por isso, vamos concentrar forças para ir pelo menos até as quartas de final”, explicou Zeca Brandão, num tom quase “competitivo” para a formação da tabela.
De qualquer forma, serão 5 ou 6 jogos históricos aqui… Em 1950 foi apenas 1!"
Nota do Goleada de Letra:
Em 1950 foi apenas um joguinho solitário na Ilha... um esquecível Chile contra EUA. Mas para a finalíssima, estão repetindo o palco do inesquecível Maracanazo, final contra o Uruguai em 50, um "joguinho solitário" que é um dos mais indigestos da história canarinha. Imaginemos se 64 anos depois Brasil e Uruguai se encontram numa final, no mesmo palco, no mesmo campeonato?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Copa 2014 - O antes e o depois dos Elefantes

Antes mesmo do ponto final de Joseph Blatter, muitos já adiatavam, de forma oficiosa, quais seriam as cidades sedes para a Copa de 2014. No domingo, assumo que tive uma surpresa com o anúncio oficial ao ouvir quatro cidades nordestinas. Na manhã do domingo, enquanto as cidades de Natal e Fortaleza contavam as horas para o anúncio, Recife e Salvador já contavam os meses para as obras estruturais para o maior evento esportivo do mundo.
Na média da espectativa dos que aguardavam o anúncio oficial, três cidades nordestinas era o esperado. Mas o inesperado foi melhor para os nordestinos. Até porque a festa não parará por aí, se são quatro cidades sedes, o próximo anúncio aguardado é o das cidades subsedes, que serão a "casa" de diferentes seleções. Na briga pela próxima fatia do bolo, Maceió e São Luiz parecem mais adiantados para abocanhar investimentos e "virarem a casaca" por alguns dias.
A Copa pode dar um novo folêgo ao futebol nacional que cada vez mais centralizado. Sem dúvidas, é interessante estádios modernos e acima do grau de exigência em várias regiões do país. Porém, o investimento de construir belas arenas com estruturação em seu entorno não deve ser visto como o único e grande Salvador da Pátria de Chuteiras de leste a oeste e de norte a sul. É preciso olhar tal investimento de dois ângulos. No primeiro, para uma Copa do Mundo, com jogos de enorme rotatividade financeira mesmo quando jogarem a seleção do Catar contra Luxemburgo. No segundo, para as dificuldades de manter tais arenas até mesmo para alguns empolgantes clássicos regionais sem televisionamento, patrocínios ou outros apoios privados, ou até mesmo públicos.
Se após a Copa não der para manter os grande estádios apenas com o futebol, é preciso pensar em outros espetáculos que chame atenção e dinheiro para a própria autosustentação. Construir os estádios pensando em diferenciais para o turismo pode ser um dos primeiros caminhos a se pensar. Aliás, desde que não venha ferir os direitos dos animais, por exemplo, quem não pagaria para ver um elefante branco em plena selva amazônica?

Brasileirão - 4ª rodada (Inter "sobra no" Nacional)

Em todos os aspectos, o Inter continua sobrando no Brasilieirão. Sobrando tanto que até os reservas estão dando conta do recado e da pontuação. A quarta rodada começa a esticar a classificação, o Colorado soma 12 pontos, 100 por cento de aproveitamento, o Coxa, adversário do Inter na Copa do Brasil, tem 11 pontos a menos. Das posições classificatórias para a Libertadores, dois nordestinos, Vitória em segundo e Náutico e quarto. Na parte de baixo, o estado do Paraná lamenta a laterna e o "iluminado" por ela, Atlético. As duas equipes juntas somam dois pontos, e mesmo assim, continuariam na zona de queda.
Destaques:
Positivo: Adriano "Imperador". Voltou fazendo gol e quem sabe o centroavante mantenha o ritmo.
Negativo: Os dois paranaenses. Coritiba e Atlético-PR somam um ponto cada.
Botafogo 2 x 2 Sport - Depois de fazer 2 a 0, Sport deixa chama botafoguense se reacender. Num jogo fraco tecnicamente, Botafogo e Sport fizeram jus ao jejum de vitória até o momento no Brasilieirão. O Sport encontrou as falhas alvinegras no primeiro tempo; o Botafogo, as rubronegras no segundo.
Atlético-MG 0 x 0 Santo André - O Galo apenas ciscou, e no seu território, manteve o Santo André com fé fora de casa. Fora de casa, o time do ABC paulista está fazendo doutorado de bons resultados. O time de Celso Roth foi educado, apresentou reforços, mas foi "mal educado" com os gols.
Coritiba 1 x 3 Goiás - Pensando em luz na Copa do Brasil, Coxa mantém a lanterna do Brasileirão. Depois da queda, o Coxa pode sofrer o coice. Com o Coxa poupando para a Copa do Brasil, o Goiás teve mais facilidade para conquistar a primeira vitória no Brasileirão.
Flamengo 2 x 1 Atlético-PR - Nem todos os rubro negros queriam uma restréia de gala do Imperador. Diante do Maracanã ensolarado, o Furacão não assustou e o Urubu teve um voo tranquilo em busca de mais três pontos no Brasilierão.
São Paulo 3 x 0 Cruzeiro - Promoção na bilheteria para ver "filme repetido" com final diferente. O Tricolor que economizou alguns reais viu o Cruzeiro ser batido em pleno Morumbi. O amarelado no Morumbi deu sorte, agora o torcedor são paulino torce para o time não amarelar demais na Libertadores.
Vitória 1 x 0 Grêmio - O Leão foi salvo pelo pombo... sem asas de Leandro Domingus aos 48 do segundo. O Mosqueteiro dos Pampas aguentou 91 minutos se defendendo, no 92º minuto uma bomba explodiu na meta de Victor que está com o ouvido zunindo até agora.
Náutico 1 x 1 Fluminense - Nos Aflitos, os "atrasados" perderam o gol de Fred; os "apressados" o de Gilmar. Aos 8 minutos o Time das Laranjeiras deu o primeiro golpe para tentar afastar a crise, mas Lessa, no finalzinho, puxou-a de volta... ou melhor, Lessa foi puxado. Gilmar, então, grato ao companheiro de ataque, foi ingrato a Ricardo Berna que fazia uma grande exibição.
Santos 3 x 1 Corinthians - Clássico é clássico, mas misto é misto. No encontro dos alvinegros paulistas, o praiano, com os titulares comemorou. O alvinegro são paulino pensa no alvinegro carioca, que atuamente está na segundona.
Barueri 2 x 2 Palmeiras - Obina roubou a cena, mas Pedrão roubou dois pontos. Depois de Obina e Keirrisson colocarem uma vantagem de 2 a 0 para o Verdão. Sozinho, Pedrão foi "dois em um", fez o que os dois atacantes do Palmeiras fizeram juntos, e dividiu, com restante de um, os pontos.
Internacional 2 x 1 Avaí - No frio, o Avaí entrou na onda do Inter. Depois de nomes consagrados como Nilmar, D'alessandro, Guiñazu, Kléber, Taison... já falam em mais um novo "nome" entre as estrelas coloradas: Talles. O que está acontecendo no Beira Rio? Há uma "barriga de chuteiras de ouro"?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Adilson Couto - A Emoção da(s) Partida(s)

Em minha época de escola não havia televisionamento de vários jogos do meu time do coração, não dava a mínima para isso. Acordar cedo de segunda a sexta jamais impediria meu ritual noturno de deitar na cama, fechar os olhos e... colar o radinho no pé do ouvido.
Com o poder mágico da voz de Adilson Couto, acompanhava do clima meteorológico ao clima espiritual dos jogos. Por pensamento, agradecia, louvava e até xingava vários jogadores.
Como um maestro, Adilson Couto ditava, inconfundivelmente, o ritmo do tum tum tum. O Grito de gol era emocionante até se, de repente, estivesse pego no sono e acordasse com o Grau 10 Internacional soltando a voz sem que eu tivesse fé se o gol foi de bicicleta, contra, através de penalti inexistente ou de bomba fora da área. Era emoção do mesmo jeito. Ainda na maestria, narrar um gol de clube adversário de pernambucano parecia uma emocionada reclamação. Inconfundível e Perfeito!
Mais que a visão e audição que a TV proporciona hoje, as narrações de Adilson Couto tinha algo de mágico que nenhuma tecnologia de alta definição pode produzir. Mais que qualquer partida em que meu time do coração perdesse, essa partida para um novo mundo, lamentavelmente, será a mais inesquecível.
Descanse em paz!