quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pernambucano 10 - 9ª rodada (Eles acharam foi pouco)

No interior, o Leão da Ilha, aquecendo os passos do Frevo, não viu obstáculos e acabou tropeçando. Ao ver a cena, o Timbú apressou as passadas tentando roubar a cena dianteira da classificação. Estabanado, o Timbu levou uma queda maior. Ainda bem menos curiosa com os obstáculos no chão, a Cobra Coral perdeu no Carneirão e está apenas com um ponto a mais que os vice-lanternas.
Com vontade de rir dos rivais recifenses pelos tropeços, os times da capital ficaram com uma pulga atrás da própria orelha, literalmente. Apesar do revés de Sport, Náutico e Santa, no clima carnavalesco, cada um dos torcedores deve mesmo é ter achado pouco dos outros dois. A partir de outro ângulo, o sorriso aparece através da análise de lamentar um tropeço e escarnear outros dois. Portanto, dois motivos a um para "não perder" a alegria em um campeonato que ainda não engrenou na empolgação.
A briga mais empolgante até o momento é entre os dois times que ficarão na rabeira de Náutico e Sport. Até o momento, Salgueiro e Cabense, a dupla dinâmica doi interior, voltou a figurar entre os quatro melhores. No futebol, a dupla está lembrando mais a natação. Engraçado é que o movimento de entrar e sair do G-4 parece sincronizado entre o Carcará e o Azulão.

Destaques
  • Positivo: Central. Vencendo clássico regional e derrotando o Timbu, a Patativa voltou a pensar melhor no campeonato.
  • Negativo: Porto. Perdendo duas seguidas, deixou de pensar no G-4 e está atormentado pelo Z-2.
  • Gol da rodada: Nildo Petrolina, lateral do Salgueiro. Bela cobrança de falta e gol extremamente importante para o Carcará.
  • Deu com os burros nágua: Náutico. Depois do embalo, o Timbu "desmaiou" na praia... poderia ser o líder.
  • Rei da rodada: Marcelo Caça Rato. Mais forte que qualquer veneno, virou o predador do Gavião.
  • Pedra na chuteira: Dado Cavalcanti, treinador do Santa. Assumiu um time em queda temendo uma queda pior... para a Série A-2.
  • Sem ter o que dizer em casa: Charles Muniz, treinador do Porto. Depois de sequência positiva, está conhecendo uma negativa.
  • Curiosidade que não mata: A Cabense lavou a honra dos time da Região Metropolitana do Recife ao vencer o Porto em Caruaru.


Araripina 2 x 0 Sete de Setembro - Sem patriotismo, Dunga deu uma animada no Bode. O Araripina não teve dó do esquecido Sete de Setembro, time da lanterna. O volante Dunga abriu o placar ao converter cobrança de pênalti e deu o passe para o atacante Rôni decretar a vitória do time mandante. O Dunga do Sertão, aparentemente, é mais completo que o homônimo treiandor da seleção nos tempo de jogador. O Sete continua afundado na última posição do Estadual.

Ypiranga 1 x 1 Sport - Na Terra da Sulanca, a Máquina tirou dois pontos da fantasia leonina. Apesar do empate, o resultado, combinado com o restante da rodada, agradou o time visitante. Em jogo bem equilíbrado, Ciro e Fabrício Ceará marcaram gols apenas nos minutos finais do primeiro tempo. As duas equipes ainda desperdiçaram boas oportunidades. Nádson voltou a alimentar atual desconfiança de poder de artilharia.
Central 1 x 0 Náutico - O Time de Espada venceu o duelo contra o Time de Bala. O Timbu perdeu na "hora errada". Pelo futebol apresentado, o Lacerdão foi palco de alguma prévia cômica de carnaval. Náutico e Central realizaram uma péssima partida no aspecto técnico. Apesar dos pesares, a Patativa dominou a partida e derrotou o Náutico quebrando sequencia de cinco vitórias. Caso o Hexa conquistasse a sexta consecultiva, estaria na liderança. Em jogada individual de Espada, Mucarbel finalizou para o fundo das redes de Gledson.
Vitória 2 x 1 Santa Cruz - Depois de dois chuveirinhos, o Santa tomou banho de água fria. Em jogo com três gols de cabeça, a Cobra Coral voltou a esquentar a própria ao reclamar de não validadação de gol. O primeiro gol do jogo foi marcado pelo Imperador do Carneirão. Jadílson aproveitou falha de posicionamento da zaga e abriu o placar. O Santa empatou com André Leonel, também de cabeça, quase sem pular, aproveitar a falha da outra defesa. Aos 12 minutos do segundo tempo, Sandro Miguel mandou um pombo sem asas e no rebote Eduardinho, também de cabeça, escorou para o gol. O Santa reclamou de lance que, pela imagem da TV, a bola quase entrou.

Salgueiro 1 x 0 Vera Cruz - Quase de Madrugada, o Galo lamentou ponto que escapuliu no último minuto. O Carcará foi salvo pelo gongo e pelo lateral artilheiro Nildo Petrolina. A partida foi bastante equilibrada. O Galo tentou pegar o Carcará no contrapé, mas os contra-ataques não deram certo. O forte poder de marcação das equipes dificultou grande número de oportunidades de gols para ambas equipes.

Porto 1 x 3 Cabense - Caça Rato exterminou o Gavião no próprio Ninho. Em Caruaru, a Cabense fez três gols no Porto e apenas administrou o resultado que quebrou sequencia de três derrotas. Aos 20 minutos, o rodado lateral Maricá cruzou para Washigton abrir o placar. O Porto tentou reagir ao exercer pressão. Mas, adiante, Marcelo Caça marcou dois gols quebrando as chances do time caruaruense. Rogério ainda fez o de honra do Tricolor de Caruaru.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Copa 2010 / Brasil - Justo contra a Irlanda, Ronaldinho esperava uma mãozinha...

Ronaldinho Gaúcho está ouvindo aquela bela voz da funcionária do aeroporto: "Atenção! Última chamada", sem estar com o bilhete de acesso na mão. Hoje, o treinador Dunga divulgou os 22 convocados para mais um amistoso contra a Irlanda, o último antes da listagem oficial para Copa deste ano, sem o camisa 80 do Milan. Seguindo o raciocínio de defender a seleção na Copa de acordo com a frequencia de convocações para amistosos, defendida pelo próprio comandante técnico, Ronaldinho Gaúcho já estaria comprando os pacotes de transmissão de jogos pela TV.
Independente de estar ou não no grupo que jogará na África do Sul, Ronaldinho Gaúcho deveria ser analisado em amistosos. A própria listagem de meias ofensivos das últimas convocações indica que uma vaga continua em aberto. Além de Kaká, apenas Diego aparece para cumprir a função. É preciso maior nitidez para definição dos critérios de convocação. O argumento de não render o melhor no clube é contraditório, se analisarmos alguns casos individuais. Julio Baptista, por exemplo, sempre deu conta do recado na seleção, mesmo estando em má fase e no banco da Roma. Outro exemplo seria o volante Gilberto Silva que nem sempre rende bem com a camisa amarela.
O caso Ronaldinho Gaúcho chegou em uma encruzilhada complicada para o próprio treinador. No caso do jogador ficar de fora da Copa, o treinador poderia ser questionado por nem ao mesmo tentar um razoável rendimento do craque. No caso de uma "chamada de emergência", em que Ronaldinho Gaúcho chegue de última hora, de mala e cuia, para viajar à África do Sul, haveria uma quebra de princípios do treinador e uma incoerência com a preparação do grupo. Para se resolver a questão, mais fácil seria dar uma mãozinha ao meia Ronaldinho Gaúcho neste amistoso contra a Irlanda. Depois da repescagem para a Copa, quem sabe mais uma vez os irlandeses se desagradariam de uma simples mãozinha.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pernambucano 10 - 8ª rodada (A festa dos gastos, inversões e previsões)

Na Ilha, o Sport deu para o gasto. Sem gastar muito, nos Aflitos, o econômico Timbu ganhou mais uma. No Arruda, o Santa gastou dois pontos. Aproveitando os prejuízos, o Salgueiro voltou ao G-4 ao lado da Cabense.

Mantendo a tradição das inversões de papéis carnavalesca, três jogos da rodada envolveram duas equipes em que uma lutava para sair do Z-4 enquanto a outra tentava acesso ao G-4... e deu empate. Representando os sonhadores da semifinal, o Salgueiro venceu, barrou o Araripina na vice lanterna e voltou a pensar na briga dos quatro melhores. No Clássico Matuto, o Porto brecou a série vitoriosa, vacilou no acesso ao G-4 e "salvou" o Central da zona de queda. Ainda na briga do extremos, nem o Vera Cruz aproveitou brecha no G-4 nem o Sete deixou a lanterna com o péssimo empate no Carneirão.

Na semana pré-carnavalesca, está também ficando mais fácil fazer as previsões do primeiro turno. Mantendo o racha sadio, Sport e Náutico colocaram gordura na classificação e estão praticamente garantidos entre os quatro finalistas. A briga fica boa porque praticamente todas as equipes ainda alimentam chances para brigar pelas duas vagas restantes para as semifinais... se bem que algumas alimentam com um pouco mais de fastio, como o Sete, o Araripina, o Vitória... Aliás, se as coisas não mudarem em Garanhus, o Sete deve pintar mesmo na A-2 de 2011.


Destaques
  • Positivo: Central. Em momento difícil na classificação, a Patativa teve forças para vencer o clássico caruaruense.
  • Negativo: Santa Cruz. O Tricolor não foi capaz de vencer a boa retranca da Máquina que marcou gol no início e depois marcou bem o adversário.
  • Gol da rodada: Pela importância, Guego do Central.
  • Deu com os burros nágua: Vera Cruz. O time vitoriense pensava em aproveitar deslizes da concorrência para entrar no G-4. Ficou na imaginação.
  • Rei da rodada: Nadson. Fez gols e tudo mais que um centroavante precisa, resta comprovar regularidade.
  • Pedra na chuteira: Dado Cavalcanti, treinador do Santa. Pegou o time no sufoco e em baixa de produtividade.
  • Sem ter o que dizer em casa: Darci, goleiro, e Xavier zagueiro do Santa. O arqueiro falhou feio no gol do Ypiranga e o zagueiro dançou algo diferente de frevo.
  • Curiosidade que não mata: Houve uma simetria de resultados. Duas vitórias por dois gols de diferença, duas vitórias por um e um empate.

Sport 2 x 0 Cabense - Fantasia de artilheiro? Diminuindo desconfiança, Nadson fez dois gols. No sábado, Nadgol foi o super-herói leonino. Além de balançar as redes duas vezes, mandou bomba no travessão e deu muito trabalho ao goleiro Marcelo Silva. Em marcha lenta, o time da casa nitidamente não utilizou todo o esforço físico possível contra a Cabense. Na Ilha, já estão se poupando para o carnaval...

Náutico 1 x 0 Vitória - Com mais um placar light, o Timbu continua cortando luz para o Leão. De pênalti, o Náutico teve Bala na agulha para vencer pelo magro, fino, "agulhático" e importante placar. Hamilton reestreou e fez uma boa partida. Apesar do alvirrubro completar o segundo jogo sem sofrer gol, o ataque ainda não inspira total confiança em Rosa e Silva.

Santa Cruz 1 x 1 Ypiranga - Mesmo jogando mal, o Santa lamentou o leite derramado por Leite. Errando na criação ofensiva, os tricolores foram prejudicados com a não maracação de pênalti nos minutos finais. No segundo iniciais, aos 35, Ila alinhou as pretensões do Ypiranga ao acertar chute de longe e contar com a colaboração do goleiro Darci; nos segundos finais, a lamentação foi com o árbitro Gledson Leite. Após 75 minutos errando na criação das jogadas e sofrendo vários contra-ataques, o Santa empatou. Elvis chutou forte, após passe de cabeça de André Leonel.

Salgueiro 2 x 0 Araripina - França e Petrolina deixaram Salgueiro perto do rivais recifenses. O Carcará voltou ao G-4 - assumindo a terceira colocação - ao aproveitar dois lances de cruzamento na área ainda no primeiro tempo. Aos 14, o atacante França abriu o placar. Aos 23, o lateral Nildo Petrolina marcou o segundo gol, amarrando o Bode para o adversário.

Porto 0 x 1 Central - Virando a casaca, Guego estreou e marcou na vitória centralina. O magro resultado ajudou a Patativa a sair do Z-4 e evitou acesso do Porto ao G-4. Em jogo equilibrado, Guego, atleta revelado pelo Porto, abriu o placar, de pênalti. No segundo tempo, Guego poderia aumentar o saldo, mas deperdiçou nova cobrança de penalidade máxima. O Gavião ainda desperdiçou ótimas oportunidades nos minutos finais do jogo.

Vera Cruz 2 x 2 Sete de Setembro - Sem desfiles nem multidões, não deu nem Galo nem Sete de Setembro. Evitando qualquer animação ou sensação de orgulho, o "dono" do Z-4 não deixou o Vera Cruz entrar no G-4. Os dois gols do Sete foram marcados pro jogadores bastante experientes, Leonardo e Dinda. Mas quem usou mesmo a cabeça foi o time da casa. Os dois gols do Vera Cruz foram marcados de cabeça por Gilberto e Rafael Freitas.

Rapinhas - No calor, a cobra não fumou, mas apitou.

  • Depois da partida entre Grêmio e São Luiz acontecer sob 41° graus - com sensação térmica de 50 ° no gramado -, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul ganhou questão judicial favorável à proibição de jogos entre 10h e 18h no Campeonato Estadual de 2010. Inconformada, a Federação Gaúcha de Futebol ainda pretende recorrer da decisão. Dos frios campeonatos estaduais, de norte a sul, as federações estaduais tentam de toda forma esquentar as coisas. A briga ainda deve pegar fogo.
  • Bagunçado, o Santa Cruz versão 2010 não mostrou muitas diferenças das atrapalhadas versões anteriores. A "cautela" na efetivação do treinador Dado Cavalcante foi o motivo da contratação de um treindaor medalhão. Assumindo no início da temporada, Lori Sandri não bricará o carnaval pernambucano. Sem demérito a Lori, Dado era a melhor opção no ínicio da temporada. Pela atual situação do Tricolor do Arruda, a efetivação de Dado Cavalcante era o útil ao agradável. Além disso, acreditar no velho conselho consultivo era história para dormir e cobra não fumar - respeitando as campanhas antitabagismo.
  • Não é de pressão, mas na FIFA a panelinha do apito continua funcionando. Desconsiderando polêmicas, a entidade máxima do futebol mundial anunciou os 30 árbitros que trabalharão na Copa deste ano. O sueco Martin Hansson, que não viu a mão de Henry contra a Irlanda, falhou feito em jogo decisivo. Mas falhar é humano. Desumano é considerar Carlos Eugênio Simón o representate brasileiro. Animal é quem não tem dicernimento de utilizar um banheiro. Outro polêmico árbitro escolhido foi o suíço Massimo Busacca que chegou a urinar em campo e fazer gestos obscenos para torcida.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O calvário da melhor

Da Folha de São Paulo.
A meia brasileira [Marta], atual melhor jogadora do mundo, defenderá o Gold Pride na WPS (liga feminina americana de futebol). O time da Califórnia foi o lanterna da última edição do torneio, com apenas quatro vitórias em 20 jogos disputados. A transferência da brasileira foi forçada pelo fim das atividades de seu ex-time, o Los Angeles Sol. As jogadoras dessas equipes foram escolhidas pelas outras equipes da liga. Marta foi apenas a terceira selecionada -seu alto salário fez Saint Louis e Philadelphia não optarem por ela.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Salto alto dos marmanjos

Infelizmente, no futebol as mulheres ainda são vistas apenas como heroínas. Das meninas com pouca idade às jogadoras adultas, o sexo feminino continua driblando dois adversários a mais nas quatro linhas. Superar a mitificação preconceituosa e a falta de incentivo financeiro é, realmente, atitude de heroína, para cidadãs que nasceram na "Terra do futebol".

Apesar de algumas conquistas nos últimos anos, o futebol ainda é um espaço machista. Por efeito das implicações históricas e culturais, o futebol feminino no Brasil ainda é semi-amador. Algumas das poucas mulheres que hoje integram o universo futebolístico do país ainda trazem resquícios de atitudes excludentes. Patrícia Amorim, atual presidenta do Flamengo, durante campanha eleitoral, comparou a "habilidade" feminina de gestão do lar com a de um clube de futebol.

Se em alguns gestos a diferença, às vezes, passa despercebida, em números, podemos ter idéia do abismo. Mantendo a boa fase em campo, Marta - a melhor jogadora do mundo -, aguarda algum clube estadunidense disposto a pagar o salário de US$ 500 mil por ano. Em má fase, Robinho - que nunca figurou como finalista a melhor do mundo - está deixando o futebol inglês e aceitando considerável redução salarial no futebol brasileiro. O Santos arrumou todas as estratégias para pagar mais de R$ 1 milhão por mês. Ou seja, ainda nestas condições, Robinho, por mês, ganhará o equivalente a uma temporada inteira de Marta.

Apesar da brutal diferença de salário, voltemos à realidade dos nosso bolsos - o da maioria do país. A comparação serve apenas para percebermos a diferença no reconhecimento ao final do processo de ser jogador ou jogadora de futebol.

Em época de tantas discussões sobre direitos humanos, anistia e arquivos da época da ditadura, podemos especular a causa de tanta antipatia de uma geração de mulheres ao futebol. Em 1964, o Conselho Nacional de Desportos proibiu a prática do futebol para mulheres. Alegando incompatibilidade física, o decreto devia mesmo seguir convicções políticas.

Mais que louvar a trajetória, por exemplo, de jogadoras como Marta, precisamos discutir mais o valor da mulher no esporte bretão. Apenas reservar diálogos rasos no dia 8 de março mantém a injusta desigualdade entre homens e mulheres no futebol nacional.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pernambucano 10 - 7ª rodada (presente que maltrata o passado)

O Santa Cruz não conseguiu segurar o Sport no Clássico das Multidões e dos Tumultões. Em pleno 3 de fevereiro, dia sagrado para os corais, o Leão da Ilha não teve piedade. Além do abalo emocional, o Tricolor do Arruda caiu na classificação e, no momento, está fora do G-4.
No início do ano, no Arruda, falava-se em brigar pelo título. Posteriormente, a "prioridade" era a briga pelo G-4. Hoje, a briga é com a torcida. Só o que falta mesmo é o time ser mais guerreiro no restante da temporada.
Pelo menos nas arquibancadas, o público honrou o slogan do clássico. Porém, no acesso, alguns rubronegros tiveram problemas. Em clássico no meio da semana é mais comum chegar "em cima da hora". Aguardando a entrada, com ingressos na mão, torcedores do Sport, com razão, de forma passiva, formaram a turma do "Tumultão" na frente do Arruda. Mais um ponto negativo para a realização de clássicos no meio de semana.
No Cabo, o Náutico venceu mais um jogo pauleira. Depois de passar apertado por Santa e Araripina, o Timbú sorriu no final do jogo contra a Cabense. Confirmando o ascensão, o Náutico manteve a melhor sequencia do momento. O time de Rosa e Silva venceu a quarta partida consecultiva e se manteve na cola do líder Sport.
No interior, as duplas infernais parecem estar mudando. Porto e Ypiranga chegaram à terceira vitória consecultiva, curiosamente após trocaram de treinadores. Charles Muniz afiou as garras do Gavião e Neco engrenou a Máquina de Costura. Em contrapartida, Cabense e Salgueiro, ao mesmo tempo, esfriaram depois de um arranque poderoso no início do campeonato. Porto, Ypiranga, Cabense e Salgueiro foraram a gangorra do interior.
Outra equipe que começou em destque o campeonato pernambucano foi o Araripina. Depois de uma derrota, em casa, para a Cabense, o Bode teve outro fato que pode ter influenciado negativamente para uma queda de produtividade: o incidente com o zagueiro Edu Matos, que continua em recuperação. Nesta rodada, o Bode voltou a vencer, a vítima foi a Patativa.

Destaques
  • Positivo: Sport. Venceu o maior rival com a ingrata coincidência da data de aniversário.
  • Negativo: Santa Cruz. Perdeu clássico, em casa, justamente no aniversário... isso é presente de grego ingrato.
  • Gol da Rodada: Carlinhos Bala, atacante do Náutico. O balaço de Bala teve os dois critérios: beleza e importância.
  • Deu com os burros nágua: Gaúcho e Jackson, atacante e meia do Santa, respectivamente. A dupla veterana não conseguiu estragar a festa do ex-clube.
  • Rei da Rodada: Ciro. Infernizou o clube aniversariante da noite.
  • Pedra na chuteira: Lori Sandri. Ao perder o clássico aumentaram as especulações sobre queda no comando.
  • Sem ter o que dizer em casa: Sete de Setembro.
  • Curiosidade que não mata: Esta foi a rodada com menor número de gols até o momento. Apenas 13. Quatro equipes não balançaram a rede.


Santa Cruz 1 x 3 Sport - Buscando gordura, o Leão comeu o bolo do Arruda. No 96º aniversário coral, o Sport foi o chato penetra da "festa". No primeiro tempo, apesar das poucas oportunidades de gol para os dois lados, o placar já deixou o visitante na vantagem. Ciro marcou um belo gol. No segundo tempo, o timr rubronegro melhorou a postura. Eduardo Ramos coroou ótima participação ampliando o placar. Ciro ainda fez o terceiro. Joélson deu uma simbólica lembrancinha aos torcedores do Santa presentes no estádio. Com a camisa do Sport, Ciro marcou quatro gols em três jogos contra o Santa.


Araripina 1 x 0 Central - Na porta do Z-4, o Bode saiu da degola puxando a Patativa para dentro. Sem diminutivo no nome, Marcelo Paraíba foi o único artilheiro do jogo. O Central ainda exerceu pressão ofensiva aos donos da casa, mas não conseguiu balançar a rede e decepcionou após vencer a forte Cabense na rodada passada. O Araripina conseguiu se recuperar depois de três derrotas consecultivas, curiosamente após o incidente com o zagueiro Edu Matos.


Sete de Setembro 0 x 3 Porto - Diante do Porto, a lanterna setembrinha está virando um farol. Mesmo com a derrota do Central, o Sete manteve a última colocação na tabela. Todos os gols saíram no segundo tempo. Nos dois primeiros, Damião - sem encontrar Cosme - serviu Kiros. Aos 48 do segundo, Paulista ampliou a vergonha dos donos da casa.


Vitória 2 x 1 Salgueiro - O Robin "Carcará" Wood perdeu outra para time "iluminado". Depois de arrancar pontos de times que brigam pelo G-4, o Salgueiro perdeu a segunda seguida para time próximo ou na lanterna. Logo após dar uma "forcinha" ao Sete, o Salgueiro fez a alegria do Vitória. Bruno Garcia abriu o placar para o mandantes. O lateral artilheiro Nildo Petrolina empatou. Mas Jadílson manteve a fama de artilheiro ao desempatar.


Ypiranga 1 x 0 Vera Cruz - Cheia de volts, a Máquina de Costura ganhou a terceira seguida e alcançou o G-4. Logo aos oito minutos, Fabrício Ceará marcou o único gol do jogo. Preocupado com o bol volume de jogo dos mandantes, o Vera Cruz priorizou forte marcação, diminuindo as possibilidades de jogadas ofensivas. O atacante Assis ainda desperdiçou chance de ampliar o saldo de gol ao falhar em cobrança de pênalti.


Cabense 0 x 1 Náutico - No Cabo, o Timbú confirmou briga pela ponta. Em jogo mais duro que o clássico, o Náutico contou com tiro de Bala para manter a mira no Leão e na liderança. Apesar da tímida superioridade no volume de jogo e maior poder de marcação, a Cabense no primeiro tempo esteve mais perto de levar o revés. Bala acertou o travessão. No segundo tempo, poucas coisas mudaram... até a trajetória da bola de Bala, por exemplo, mudou... mudou alguns centímetros. A Cabense pecou na pontaria.