quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Brasileirão 09 - 35ª rodada (jogo isolado) O sopro da queda, do erro e da esperança.

Palmeiras 2 x 2 Sport - Um sopro, com pulmão quase vazio, do árbitro Elmo Resende parou o coração do Leão e alimentou a esperança do Porco. Cheio de gás, o Sport aproveitou o desespero do Porco no primeiro tempo. O rubronegro pernambucano foi o senhor do Parque Antartica no primeiro tempo. Assim, o Palmeiras foi para o intervalo com a dor de cabeça dos gols de Arce e Wilson. No segundo tempo, o Palmeiras continuava com maior posse de bola, mas nos minutos iniciais, a impressão era de que o terceiro gol dos visitantes estava bem mais próximo que o primeiro dos anfitriões. O time da Ilha era mais perigoso no contra-ataque que o abafa desesperado do Verdão. Aos 22 minutos, tudo mudou. Injustamente, o zagueiro Durval foi expulso. Justamente assim, o Verdão ganhou mais espaço. Diminui com Saconni e empatou com Danilo. O detalhe no gol de empate foi o sopro do Elmo Resende que não sabia nem o que falar depois de, erroneamente, soprar. O Leão já estava na Segundona a muito tempo, mas agora nem a matemática abre espaço para os absurdos. Pelas circunstâncias da partida, o ponto para o Porco pode ser importantíssimo, talvez para o título, talvez para Libertadores.

Santa - Dando a Dado o que é de Dado

Há mais de três meses sem disputar uma partida oficial e há menos de dois para voltar a disputá-las, o presidente coral, Fernando Bezerra Coelho, ainda não definiu quem comandará o time do Santa Cruz na próxima temporada. Atualmente contanto com Dado Cavalcante - que não sabe se é interino, tampão ou efetivo -, FBC está ressaltando a importância de contratar um treinador experiente em Série A para disputar o Pernambucano e a Série D.
Por tanta demora na escolha, a desculpa estará alinhada no calendário. É utópico contratar um profissional que deixe uma equipe disputando um Brasileirão Série A ou B em andamento para assinar com uma equipe parada... tentando vaga na Série D.
Apesar de contar com algumas promessas, o atual elenco do Tricolor do Arruda é fraco tecnicamente para a disputa do Pernambucano 10. Por exemplo, o volante Anderson que não foi uma unanimidade no elenco no Pernambucano e na Série D é um dos principais destaques do time atual. O tempo passou e o Santa não se antecipou na preparação. A tendência é mais uma temporada abaixo da expectativa.
Ultimamente, todos os presidentes corais sofreram com avalaches de insatisfação da torcida coral. FBC já deve estar pensando em possíveis remédios para dor de cabeça. Mais uma temporada como figurante no Estadual e longe de um acesso no Brasileirão pode colocar FBC no indesejado rol ao lado de personagens como José Neves, Romerito Jatobá e Edson Nogueira.
Nesta altura, o Santa não terá condições de contratar um elenco mais forte. Talvez tentando equilibrar as coisas, FBC ainda não abriu mão da experiência no comando, abrindo um pouco mais os cofres do clube. É mais fácil contratar um treinador que onze jogadores - sem contar com os suplentes.
O outro lado de trazer um medalhão para o comando técnico é diminuir a responsabilidade do próprio presidente executivo na hora da possível lavagem de roupa no insucesso.
O Santa Cruz precisa pensar no soerguimento ganhando espaço em cada um dos degraus. Trazer um treinador mais experiente pode desandar todo um projeto de colocar o Santa de volta à Série A ou B. Um treinador mais experiente pode não entrar na sintonia do time por uma simples questão: motivação. Dado Cavalcante está fazendo o que pode com as limitações do elenco coral na Copa Pernambuco.
Havendo um planejamento de menor alteração possível durante toda a temporada, o posível treinador mais experiente tem grande possibilidades de não cumprir todo o calendário do Santa. O time do Arruda precisa de inovação para fazer algo diferente das últimas temporadas... a inovação seria contratar um treinador com experiência de Série A, como tinha Márcio Bittencourt ou investir em um inexperiente, mas provalmente motivado, treiandor que já estaja a mais tempo no clube?

Vôlei Feminino - Zé Roberto 'transforma' time, e Brasil bate Japão com show de Mari, Sheilla e reservas


A seleção brasileira de vôlei passou por um teste e tanto nesta quarta-feira, na segunda rodada da Copa dos Campeões feminina. Se o técnico José Roberto Guimarães já esperava muitas dificuldades diante do Japão, que além de jogar em casa vem evoluindo bastante nos últimos meses, no jogo de hoje o técnico provou que o talento da equipe campeã olímpica não se restringe ao hepteto titular (incluída a líbero Fabi), mas passa por todas as reservas.


Durante a partida em Tóquio, Zé Roberto teve de operar uma transformação na equipe, que viveu um verdadeiro ‘apagão’. O técnico tirou de quadra Dani Lins, Adenízia e Natália, colocou Ana Tiemi e Thaísa, e promoveu a estreia de Paula Pequeno, que disputa seu segundo torneio com a seleção após um longo período de recuperação por uma cirurgia no joelho. A levantadora e as duas atacantes deram nova movimentação ao time e, aliadas à grande performance de Mari e Sheilla, as duas maiores pontuadoras do jogo com 21 e 19 pontos, respectivamente, ajudaram o Brasil a sacramentar a vitória, de virada, por 3 sets a 1, parciais de 24-26, 25-21, 25-23 e 25-21.


Com o resultado, a equipe verde-amarela sustentou a primeira colocação geral na Copa dos Campeões com quatro pontos. A Itália, que surpreendentemente teve de virar um jogo pra cima da Coreia do Sul e venceu por 3 sets a 2 (24-26, 24-26, 28-26, 25-19 e 15-9), tem a mesma pontuação, mas está atrás pelos critérios de desempate. Já a República Dominicana, que bateu a Tailândia por 3 a 1 (14-25, 25-20, 25-21 e 28-26), tem os mesmos três pontos do Japão. As sul-coreanas ocupam a lanterna, com duas derrotas e dois pontos.


Texto e foto extraídos do UOL Esportes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Salve o Rio

Por Túlio Velho Barreto e Antônio de Pádua de Barros

O título acima bem que podia se referir a alguma mobilização nacional para ajudar o Rio de Janeiro a se livrar definitivamente da violência urbana, que faz da beleza de sua paisagem algo quase inútil. Triste realidade que, em especial nos últimos 20, 30 anos, tem transformado a Cidade Maravilhosa palco de cenas de guerra só vistas, por exemplo, no Líbano, na Palestina, no Iraque... De fato, seria o caso de “salvar o Rio”, sobretudo agora que a capital mais bonita do País foi escolhida para sediar a Olimpíada de 2016 e o Maracanã foi selecionado para importantes jogos da Copa do Mundo de 2014, inclusive a final. Mas, infelizmente, não. Trata-se de operação muito menos nobre, como já deve ter ficado evidente para o leitor na segunda parte do título.
Embora teses conspiratórias, principalmente em se tratando de futebol, sirvam muitas vezes para esconder incompetência administrativa de dirigentes e limitações técnicas de jogadores, não temos mais idade para sermos tão ingênuos e não acreditar que elas também existam. “Yo no creo em brujas, pero que los hay, hay!”. São muitos campeonatos “disputados”, dentro e fora dos estádios... Por isso não engolimos que o resultado do “jogo de 600 pontos” entre Botafogo e Náutico resultou de erros dos árbitros. Como disse o paulista Juca Kfoury, em seu comentário de título preciso e cristalino (“O Fogão no apito”), logo após o referido jogo: “o Náutico (foi) claramente garfado no Engenhão”. Relembremos: na metade do primeiro tempo, o goleiro do Botafogo não foi expulso após derrubar Carlinhos Bala em “clara e manifesta situação de gol”, na definição da regra (como Rogério Ceni, na rodada anterior, foi; e Marcos, na seguinte, seria, em lances idênticos); depois, Tuta fez gol legítimo, que foi anulado; e, no final do jogo, o pênalti arranjado para o Botafogo... Tudo isso, o carioca Iata Anderson, no Jornal dos Sports, relacionou para dizer que apenas o árbitro Leonardo Gaciba, “um dos protegidinhos dos comentaristas. Aquele que é contra o drible e não passa em nenhum exame físico”, viu.
Mas foi preciso que o Palmeiras, que teve um gol legítimo inexplicavelmente anulado, quando o jogo estava zero a zero, ainda no primeiro tempo, perdesse para o Fluminense para que a imprensa nacional, quer dizer, do Sudeste do País, levantasse a hipótese de haver favorecimento para que os times do Rio sejam salvos na reta final do Brasileirão. Lá a chiadeira não para; nem da imprensa, nem dos dirigentes palmeirenses... Aqui, o Sport está conformado com o rebaixamento e o Náutico se prepara para enfrentar o Flamengo. E a cobertura jornalística, como diria o inesquecível João Saldanha, segue em frente como a vida...
Mas é necessário analisar de forma racional o que está acontecendo. O emocional já foi consumido após cada um dos jogos citados neste texto. Então, vamos lá. Desde que foi introduzido o campeonato de pontos corridos, com turno e returno, em 2003, ganho pelo Cruzeiro, que um time carioca não vence um Brasileirão. Aliás, a última vez que isso ocorreu foi na questionável conquista do Vasco contra o São Caetano, em 2000, decisão que foi adiada de um ano para o outro em função da tragédia de São Januário. E mais: desde 2004 todos os campeões são paulistas, ou seja, Santos (1 título), Corinthians (1) e São Paulo (3). Este ano, entre os favoritos, despontaram até agora Palmeiras e São Paulo. E o Corinthians já está com uma das cinco vagas da Libertadores garantida desde que ganhou a Copa do Brasil. Possivelmente, sobrarão duas vagas para Flamengo, Atlético, Cruzeiro e Inter. Na disputa, só um time do Rio.
Do outro lado da classificação, até poucas rodadas atrás, Fluminense e Botafogo estavam entre os mais fortes candidatos ao rebaixamento. Eram, frise-se, até que apareceu o “apito amigo” em seus jogos e em jogos de outras equipes que tentam se livrar da degola. Como o Sport passou a maior parte das rodadas em posições abaixo do Náutico, entre os pernambucanos o alvirrubro terminou tornando-se o alvo preferido do “apito amigo”, em especial nos últimos dois jogos fora de casa: Botafogo e Santos. Não que não pudesse ter tido melhor resultado, sobretudo contra o Santos quando desperdiçou grandes chances de neutralizar o “apito amigo”, o que (às vezes) é possível. Contra o Botafogo não era, porque, ali, o Náutico foi, repetimos, “garfado”. O que não ocorreu nos dois anteriores quando o Náutico teve igualmente desempenhos pífios e escapou da degola por um triz.
Com a sede da CBF e do STJD no Rio, o que já é um absurdo, que se cuide o Coritiba, que terá o Fluminense pela frente na última rodada, em embate que terá tudo para ser “jogo de 6.000 pontos". De fato, tudo leva a crer que Sport, Náutico (que não depende só dele e provavelmente teve sua sorte selada na derrota contra o Botafogo) e Santo André (que tem confronto direto com Náutico) estejam com as malas prontas para a desprezível Série B, que os times nordestinos talvez nem devessem mais disputar... Então, sobra para o Coritiba “ceder” a vaga para o Fluminense, embora a Operação “Salve o Rio” já possa ser considerada exitosa ao livrar o Botafogo da degola. E mais: pode sobrar para o Náutico, que vai enfrentar o Flamengo; para o Sport, que enfrentará o Fluminense; e até para o São Paulo e, de novo, Palmeiras, que ainda enfrentam o Botafogo, no... Engenhão! É triste, mas como disse o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que chamou Carlos Simon de “safado, sem vergonha e crápula” e prometeu dar “umas tapas nesse vagabundo”: “neste final de campeonato, só falta urubu voar de costas”. Certamente, o animal não foi escolhido à toa... Só faltou Belluzzo perguntar se agora ficou claro porque Simon é nosso árbitro em Copas do Mundo...
Quanto a não disputar à Série B... Bom, não custa nada fazer uma provocação. Sabemos que seria difícil tomar a decisão de não disputá-la, talvez mesmo improvável em função da submissão dos dirigentes de federações estaduais e de clubes aos encantos de Ricardo Teixeira, da CBF e TV Globo. Ou mesmo impossível do ponto de vista legal. Mas entre ser eterno coadjuvante, mendigar por sobras da distribuição de recursos da TV, ser massa de manobra de campeonatos arranjados (como o que foi tomado do Inter, em 2005) e apenas legitimar uma disputa absolutamente desigual, talvez fosse melhor mesmo criar uma liga regional (Nordeste ou Norte-Nordeste) e fortalecer os próprios estaduais, em vez de esvaziá-los em nome de uma disputa nacional que não existe. (Já pensamos diferente a respeito, mas...) Assim, poderiam ser criadas competições com calendários próprios, mecanismos de acesso e decesso, premiações... Para tanto, parece existir mercado interno; existem clubes centenários, tradicionais e de massas; existem rivalidades locais e entre times de diferentes estados e grandes estádios... Enfim, todos os ingredientes para disputas mais igualitárias que pudessem despertar novamente a adormecida paixão de vários torcedores por seus times locais, hoje abandonados ou substituídos por novas e impostas paixões televisivas. Pode ser devaneio, mas...
Acreditar que o Campeonato Brasileiro foi moralizado porque não há mais a tradicional virada de mesa é pura ingenuidade. A mesa já começou a ser virada e só não vê quem não quer. Não é à toa que levantamento recente feito pelo jornal Folha de S.Paulo, por exemplo, apontou que, entre os times do Rio, São Paulo e Minas Gerais na Série A, apenas os cariocas defendem a volta do sistema de mata-mata. Por que será? Talvez só o receio que ocorra todo ano o que se desenhava para 2010: o Rio com a mesma quantidade de clubes de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e talvez de Goiás ou Santa Catarina, que tem ainda, respectivamente, Atlético e Figueirense na luta para subir. Ou seja, parece que a Operação “Salve o Rio” pretende mesmo é evitar prejuízos esportivos, econômicos e políticos que o estado teria se visse sua representação na Série A resumida à qualidade do futebol atualmente ali jogado.
Túlio Velho Barreto é pesquisador social e Antônio de Pádua de Barros é fotógrafo. Ambos são torcedores do Náutico e estão indignados com a Operação “Salve o Rio”, no Brasileirão 2009, é claro.

Texto extraído do Blog do Torcedor

O nivelamento do futebol pernambucano

Por Marcelo Cavalcante
A Federação Pernambucana de Futebol vem demonstrando uma preocupação enorme em equilibrar o nível técnico do Campeonato Pernambucano.
Por isso, vem tentando emplacar fórmulas do campeonato para equilibrar a disputa.
Em 2008, o presidente da FPF, Carlos Alberto de Oliveira, confirmou que elaborou a fórmula de grupos para preservar o Santa Cruz dos confrontos com Náutico e Sport logo no primeiro turno.
Para a temporada 2010, haverá uma nova fórmula de disputa. Mas não é só isso.
No programa Esportes no 11, apresentado pelos companheiros Beto Lago e Claudemir Gomes, no último domingo, na TV Universitária, o presidente da FPF declarou que o iminente rebaixamento de Sport e Náutico à Série B do Campeonato Brasileiro vai equilibrar a disputa no Estadual.
O comentário foi infeliz.
Afinal, dá a impressão que o presidente Carlos Alberto de Oliveira quer que o futebol pernambucano fique nivelado por baixo, o que é algo lamentável.

Texto extraído do Blog do Torcedor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Brasileirão 09 - 34ª rodada (As falhas e as "falhas")

Durante todo o Brasileirão- ou melhor, durante todos os Brasileirões -, as "falhas" de arbitragem aconteceram. Da primeira à derradeira, temos falhas e "falhas". Errar é condição humana, ter má fé condiciona uma descontentamento desumano. Nesta rodada, apesar de vários belissímos gols, o que acabou chamando mais atenção foram os erros de arbitragem do Sr. Carlos Eugênio Simon, "nosso" representante de arbitragem nas Copas do Mundo.
Os vários erros de Gaciba, Beltrami ou Tardelli, por exemplo, parecem pequenos durante tantas rodadas, em alguns jogos com mais erros que acertos influenciando no resultado final. A diferença é que desta vez uma onda de indignação invadiu as várias esferas de discussões sobre futebol.
Por que tanto barulho apenas agora sobre a nossa arbitragem?
Por que estamos na reta final da competição? Não cola. Se é uma disputa de pontos corridos tanto faz "falhar" na primeira quanto nas últimas rodadas. Por uma questão matemática, na hora de passar a régua, o peso será sempre o mesmo.
A diferença é a velha presença do poder político. O Palmeiras foi a vítima e tem uma grande presença nos rachas das cartolagens. Mas o Verdão, fora das quatro linhas, lá onde fazem piada com honestidade, não deve ser páreo para o Tricolor das Laranjeiras. As recentes falhas que beneficiaram o Botafogo contra o Náutico não deu em nada na "sensibilidade nacional" pela justiça.
Se a diretoria palmeirense, com razão, fez duras críticas à arbitragem nacional, o presidente do Sport, Sr. Sílvio Guimarães, não pode mais nem falar para os alviverdes irem com calma na hora da crítica. Para o Sport tem o STJD, o braço da injustiça do futebol nacional.
Ah, mas temos as geladeiras que, às vezes, funcionam quando a repercussão das "falhas" ganham maiores proporções. O Simon, por exemplo, ia ganhar uma... mas nessa época de crise, mesmo com IPI reduzido, a Comissão de Arbitragem da CBF teve que dosar nos gastos... deu um frigobar... Simon pegou apenas uma rodada para esfriar... Geladeira? Só para esfriar que não tem poder político.

Destaques:
  • Positivo: Flamengo. O rubronegro carioca ganhou fôlego na reta final... já está pintando no mínimo uma Libertadores.
  • Negativo: Sport. O rubronegro pernambucano perdeu fôlego na reta final... já pintou na Série B.
  • Pedra na chuteira: Ricardo Gomes, treinador do São Paulo. Apesar da liderança, não há gordura para comandar um time mal acostumdo a perder títulos nos últimos anos.
  • Gol da rodada: Fred, atacante do Fluminense. Apesar da rodada ter vários golaços, a importância do único gol
  • Deu com os burros n'água: Muricy Ramalho, treinador do Palmeiras. Com apoio de Simon, perdeu a liderança contra um time que luta pela sobrevivência.
  • Rei da Rodada: Petcovick, meia do Flamengo. Esquecendo a idade, o sérvio continua servindo o Urubu.
  • Sem ter o que dizer em casa: Celso Roth, treinador do Galo. Com Mineirão lotado, o Atlético-MG parece ter dado adeus a briga pelo título.

Santos 3 x 1 Náutico - Contra o Peixe, o Timbú perdeu o folêgo para permanecer na Série A. O treinador Geninho optou por uma ofensiva formação tática alvirrubra para tentar faturar, com pressa, o Peixe. Resultado: tendo pressa, não comeu o Peixe nem cru. Com cada uma das equipes colocando uma bola na trave, o jogo começou até equilibrado... mas Michel inventou de desequilibrar Robson na área... Kléber Pereira mostrou a Bala como cobrar um pênalti. O meia Ailton também mostrou como se cobra bem uma penalidade máxima, mas o placar já era pesado para o Náutico... e ficou insuportável aos 43 do segundo. Neymar saiu do banco de reservas fez dois gols e uma boa partida no Pacaembú.
Vitória 0 x 1 Avaí - O Avaí venceu em Salvador e confirmou o sonho de Libertadores. Superior no fora de casa, a equipe de Silas encontrou espaço e jogou como se estivesse na Ressacada. Ressabiada, a torcida do Leão da Barra começou a xingar o próprio time ainda no primeiro tempo. No segundo, aos 32 minutos, o oportunista atacante William, com golpe de caratê, levou o goleiro Viáfara ao tatami. Assim, no Barradão, a torcida rubronengra estava "liberada", deixava o estádio... a sensação Avaí conquistou um feito que apenas São Paulo e Corinthians conseguiram neste Brasileirão, vencer o Vitória em Salvador.
Sport 2 x 3 Cruzeiro - Caindo na real, o Cruzeiro foi bastante caro para o Sport "vender" a lanterna. O time da casa até tentou fazer uma graça, mas quem acabou rindo mesmo foi a Raposa. Wilson, aos 16 minutos de jogo, já comemorava seu segundo gol na partida. Aos 20 minutos do segundo tempo, os mais de 11 mil torcedores da Ilha já lamentavam mais uma derrota em plena Ilha do Retiro. Os mineiros tentam o último fôlego para conquistar uma vaga na Libertadores; sufocado, os pernambucanos conquistaram uma vaga na Série B.
Corinthians 2 x 0 Santo André - Confirmando altos e baixos na competição, Dentinho e Dentão decretaram a vitória do Timão sobre o Ramalhão. Marcelinho Carioca foi respeitado pela torcida corintiana; Ronaldo foi venerado. Antes da bola rolar no Pacamebú, o pé de anjo ouviu referências positivas vindas das arquibancadas. Com a bola rolando, o Fenômeno "falou" que está lutando por uma vaga na Copa de 2010. Ronaldo ainda tem muito a evoluir para viajar para a África do Sul, mas o pombo sem asas de esquerda e o passe de ontem obrigam Dunga a colocarar o nome "Ronaldo" pelo menos nos rascunhos da linha convocatória. Apesar do placar, o Corinthians teve de suar para deixar o Santo próximo da Série B.
Fluminense 1 x 0 Palmeiras - O "ingênuo" Eugênio influenciou diretamente no placar. Com Fred e Simon, o Flusão já pensa em permanência de divisão. O artilheiro Fred manteve sua excelente fase pós contusão e marcou o único gol do jogo. Vibrante em campo, o Tricolor das Laranjeiras ainda "agradeceu" à falha do FIFA, representante nacional em Copas do Mundo, Carlos Eugênio Simon. O árbitro da partida deve ter pensando no que marcar para anular quando Obina, de forma legal, subiu para o que seria a abertura do placar. O Verdão ainda perdeu muitas chances de gol e Diego Souza, mais uma vez, confirmou que deve ir para a África do Sul... pagando a própria passagem e comprando ingresso.
Atlético-MG 1 x 3 Flamengo - Dando banho de água fria no Mineirão lotado, o Urubu pasou por uma prova de fogo na busca pelo título. Jogando em casa, o Galo teve mais volume de jogo, mas não aproveitou as chances de gols criadas. Assim, ainda no primeiro tempo, o rubronegro, mais eficiente, abriu vantagem de 2 a 0. No início do segundo tempo o meia Ricardinho diminuiu a diferença e aumentou a gana pela vitória de ambas equipes. Mas o Imperador Adriano desempatou o placar, empatando na artilharia com o apagado Diego Tardelli. Fazendo mais gol olímpico, Petcovick orquestrou o Flamengo contra o Galo, equipe que defendeu recentemente.
Barueri 1 x 1 Internacional - Enfrentando o Abelhão, um frango pegou o pé do Saci. O jogo estava equilibrado, até que aos 16 minutos Lauro falhou como goleiro e foi péssimo como ator. Em lance que lembrou a falha de Tafarrell na Bolívia, nas Eliminatórias da Copa de 94, Lauro sofreu um frango cruzado debaixo das pernas. Ao perceber a besteira ainda tentou agir como se nada tivesse acontecido... o filme ficou ainda mais cômico. Apesar de tudo, ninguém sorriu na Arena. Fabiano Eller empatou o jogo e o Inter mais uma adiou a reação para voltar ao G-4 e o Barueri não se garantiu na Sulamericana.
Atlético-PR 2 x 0 Goiás - O Furacão deu um sopro na queda esmeraldina sem fim. Apático, o Goiás mais uma vez deu um passo para trás na tabela de classificação. Com amplo domínio territorial, o Atlético-PR poderia ter vencido por um placar mais amplo. O rubronegro paranaense ainda deseja matar a remota chance matemática de cair para a Segundona. Em curto espaço de tempo, o time de Hélio dos Anjos brigava pelo título; depois pela permanência no G-4; hoje, tenta segurar vaga na Sulamericana. Deve ficar de fora de competições internacionais em 2010... a sorte é que a matemática não ameaça mais uma Série B.
Botafogo 2 x 0 Coritiba - Ainda temerosos, o Botafogo venceu o Coxa na luta pela sobrevivência. A Estrela Solitária, que não quer mais acompanhar o Z-4, exerceu forte pressão sobre o Coritiba já nos primeiros minutos. Dois contra-ataques mataram o alviverde paranaense. Quando os vistiantes começaram a sair mais para o jogo ofensivo, Renato aproveitou contra-ataque para abrir o placar. No segundo tempo, o Coritiba criou boas oportunidades de empatar, mas outra vez foi sofreu um contra golpe. Em posição de impedimento, Lúcio Flávio impediu qualquer reação do adversário.

domingo, 8 de novembro de 2009

Dunga diz que Ronaldinho depende de comprometimento para ir à Copa

O técnico da seleção brasileira Dunga afirmou em entrevista publicada na edição desta semana da revista IstoÉ que para ir à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o meia Ronaldinho Gaúcho, do Milan, depende apenas de si. Para o treinador, a questão é mais por comprometimento com o grupo do que pela técnica do jogador.

"Ele é um jogador diferenciado. Depende dele. Quero contar com os melhores. Mas nossa seleção deixou de ser apenas uma questão exclusivamente técnica. É uma questão de competitividade e comprometimento", explicou Dunga, que negou que a convocação de Ronaldinho para os Jogos Olímpicos de Pequim tenha sido feita pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para a imprensa.

"O presidente já tinha falado com a gente antes. Tínhamos nos reunido e traçado na preparação da seleção olímpica. O presidente me perguntou se ainda pensava no Ronaldinho na seleção principal. E eu falei que sim. Ninguém tirou o chapéu de ninguém", afirma Dunga.

Com o grupo praticamente fechado após os títulos da Copa América, em 2007, e da Copa das Confederações, neste ano, Dunga explicou que a sua forma de trabalhar e não dar vantagem para nenhum jogador, fato pelo qual alguns jogadores deixaram de fazer parte do grupo.

"Comigo as coisas são bem mais simples. A seleção é mais importante do que todos. Se alguém quer alguma vantagem, respeito, ascensão sobre o grupo, tem de conquistar dentro do campo. Não dou nada a ninguém, não é treinador que dá vantagem ou reconhecimento ao jogador. Aqui é regra básica: todo mundo se apresenta no mesmo dia, dorme e acorda no mesmo horário", disse Dunga.

O técnico gaúcho, capitão da seleção brasileira na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994, nos Estados Unidos, contou que deverá deixar o comando da equipe após a Copa do Mundo de 2010, "para dar oportunidade a outra pessoa" e ressaltou a importância de não se repetir para o próximo mundial o que foi feito na preparação para a Copa de 2006, quando a seleção esteve em Weggis, na Suíça, e os treinos foram agitados com a presença de torcedores e jornalistas.

"Para termos sucesso, nosso trabalho será dar privacidade para a seleção treinar. O treino é a hora de fazer ajustes, de arriscar, de o jogador colocar em prática sua criatividade. Se tiver três mil pessoas gritando em volta, a equipe acaba perdendo a concentração", disse o treinador.


Do UOL Esporte.


NOTA DO BLOG:

Mais uma vez o foco do fracasso em 2006 foi desviado... Uma nova mentalidade na preparação dos jogadores é extremamente essencial. Não há espaço para repetir "treino show", baladas e falta de comprometimento. É preciso treinar duro, ter concentração de verdade e espírito de atleta. Mas todas essas atitudes antidesportivas foi uma falha da própria CBF... É muito mais fácil culpar Parreira a Texeira!

Outra coisa, fica a dúvida. Ouvi o próprio treinador Dunga falar que a convocação de jogadores para a Copa iria depender da frequencia de convocações anteriores. Algo como: nenhum atleta terá estrelismo, a conquista de uma viagem para a África do Sul estaria condicionada mais ao suor que ao histórico. Portanto, mais uma vez a CBF planejaria uma Copa com as velhas estrelas mesmo que fora de forma. Ou seja, assim como Parreira teve de "engolir" a titularidade de Ronaldo; Dunga estaria sofrendo pressão e já começaria a se preparar para a titularidade de Ronaldinho?